domingo, 14 de fevereiro de 2016

PENSAMENTOS CONSOLADORES - III. Da confiança em Deus no conhecimento das nossas misérias


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"Não há leitura mais útil do que a de S. Francisco de Sales;
 tudo ali é consolador e admirável." - Fénelon.

III

Da confiança em Deus no conhecimento das nossas misérias

1. Não somente a alma que conhece a sua miséria pode ter uma grande confiança em Deus, mas nem mesmo pode ter uma grande confiança sem conhecera sua miséria, porque este conhecimento e confissão da nossa miséria conduz-nos naturalmente para Deus. É por isso que os grandes santos, como Jó, Davi, e outros, começavam as suas orações pela confissão da sua miséria e indignidade, de maneira que e belíssima coisa o reconhecer-se pobre, vil, abjeto, e indigno do comparecer à presença de Deus.

Esta palavra tão celebre dos antigos: Conhece-te , mesmo que se entenda da grandeza e excelência da alma para a não aviltar e profanar por coisas ilegais da sua nobreza, refere-se também ao conhecimento da nossa indignidade, imperfeições e misérias, sendo certo que, quanto mais miseráveis nos reconhecermos, tanto mais confiaremos na bondade e misericórdia de Deus. Porque, entre a misericórdia e a miséria há uma ligação tão estreita, que uma se não pode exercer sem a outra. Se Deus não tivera criado o homem, seria imensamente bom; mas não seria atualmente misericordioso, porque a misericórdia se exerce para com os miseráveis. Desta forma bem vedes que, quanto mais nos reconhecemos miseráveis, tanto mais ocasião temos de confiar.

Aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano

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1 — Aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano 

Tanto na Sinagoga, dos Judeus, como na Igreja Católica é reconhecido S. Miguel Arcanjo como especial protetor e guarda, tal como se lê no livro oficial de orações dos sacerdotes — o breviário (dia 8 de maio). Devemo-lo portanto, reconhecer, como nosso insigne e assíduo patrono.
A Santa Igreja várias vezes o invoca, em suas orações, durante o dia. E nós, como filhos seus dóceis ao ensinamento dos seus exemplos, igualmente lhe devemos prestar cotidianamente um humilde tributo de reverência, amor e confiança.
E durante o ano, são duas as festas em que a Igreja lhe presta a homenagem pomposa de suas festas litúrgicas. No dia oito de maio, ela comemora a aparição de S. Miguel Arcanjo sobre o monte Gargano; e no dia vinte e nove de setembro faz memória do mesmo santo Arcanjo, “quando em seu nome sobre este mesmo monte foi consagrada uma igreja de tosca fábrica, sim, mas ornada de celestial virtude.”

1.º DOMINGO DA QUARESMA

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COMENTÁRIO DOGMÁTICO
Padre Júlio Maria S. D. N.


I. DOMINGO DA QUARESMA
(Mat. 4, 1-11)


1. Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo demônio.
2. E tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3. E aproximando-se (dEle) o tentador, disse-lhe: Se és Filho de Deus, dize que estas pedras se convertam em pães.
4. Ele, porém, respondendo-lhe, disse: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
5. Então o demônio o transportou à cidade santa e o pôs sobre o pináculo do templo, e lhe disse:
6. Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Confiou aos seus anjos o cuidado de ti, e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces com o teu pé na pedra.
7. Jesus disse-lhe: Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus.
8. De novo o demônio o transportou a um monte muito alto: e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua magnificência e lhe disse:
9. Tudo isso te darei, se prostrado me adorares.
10. Então Jesus disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: O Senhor teu Deus adorarás, e a Ele só servirás.
11. Então o demônio o deixou: e eis que os anjos se aproximaram e o serviram.


OS BONS ANJOS

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Capítulo III EXEMPLOS TIRADOS DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA

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Capítulo III 

EXEMPLOS TIRADOS
DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA
 

O Cristianismo, no decorrer de sua história, fiel à doutrina bíblica e aos ensinamentos dos apóstolos, também nos fornece belos e numerosos exemplos de manifestações dos santos Anjos em favor dos homens.
Deixamos de lado a devoção dos grandes cristãos e dos santos em geral pelo Anjo da Guarda, pois isto, de comum, se encontra em quase todas as vidas edificantes que nos legaram os nossos antepassados.
Quanto aos favores obtidos pelos santos dos seus Anjos, apenas mencionaremos os principais. Assim, foi um Anjo que livrou do cárcere a S. Félix de Nola, e o conduziu são e salvo ao santo bispo Máximo. Os Anjos confortam aos santos Trifônio e Respício em seus tormentos, quando a eles condenados na perseguição de Bitínia. O grande Simeão Estilita, que obedecendo a uma inspiração do alto, passava a sua vida de penitência no cimo de uma coluna, é assistido na última luta, à hora da morte, por um amabilíssimo Anjo do Senhor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os Anjos e os Santos Apóstolos

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8 — Os Anjos e os Santos Apóstolos[1] 

a) A bela história de Cornélio, centurião romano.
Havia, na cidade de Cesareia, na Palestina, um gentio chamado Cornélio, e que era o centurião, ou seja comandante de uma centúria.
Era Cornélio homem sumamente piedoso, assíduo na oração como nas obras de caridade. E toda a sua família lhe seguia o exemplo.
Ora, um dia, aí pela nona hora, lhe aconteceu uma coisa extraordinária. Viu que um Anjo de Deus vinha para ele, e o chamava pelo nome: Cornélio!
Atônito com tão inesperada aparição, respondeu: “Senhor que é que quereis significar com isto?”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Ascensão/Os Anjos e Maria Santíssima

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6 A Ascensão 

Depois de Jesus ficar quarenta dias ainda na terra depois da ressurreição, subiu, cheio de majestade, ao céu. S. Lucas diz nos Atos dos Apóstolos que tão embevecidos ficaram os apóstolos e cerca de quinhentos discípulos, com a majestosa subida de Jesus ao céu, que quando a nuvem encobriu a Jesus dos seus olhos se ficaram eles fitando o céu, como não conformados com ter que olhar de novo para a terra.
Foi preciso, mesmo, que dois Anjos lhes aparecessem e dissessem: “Por que estais, galileus, a olhar assim para o céu? Este mesmo Jesus que acaba de vos deixar e subir ao céu, voltará um dia, deste mesmo modo com que o vistes a subir.”
Mas não foram só estes dois Anjos que tomaram parte na ascensão de Jesus.
“É coisa muitíssimo digna de crédito, diz o exímio doutor Francisco Suárez, que no glorioso dia da ascensão todos os Anjos do céu vieram ao encontro do Salvador, em homenagem e reconhecimento de sua régia dignidade.
E Ele, cheio de majestade, elevou-se sobre os Anjos e Arcanjos, passou glorioso pelos Principados e Potestades, pelas Virtudes e Dominações, pelos Tronos, Querubins e Serafins, e foi assentar-se à direita do mesmo Deus, Pai do Céu.”
Jesus, pois, como disseram os dois Anjos aparecidos aos discípulos e apóstolos, um dia voltará. Será no fim do mundo, para julgar a todos os homens.
Então todos ressuscitarão com os corpos que tiveram em vida e irão ou gozar no céu ou sofrer no inferno.
Também os Anjos aí terão papel importante.
“Então, disse Jesus no Evangelho, sairão os Anjos e afastarão os maus do meio dos justos. Os bons irão para a eterna felicidade, e os maus para o suplício eterno.” 

7 Os Anjos e Maria Santíssima

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

QUARESMA!


PENSAMENTOS CONSOLADORES - II Do eterno amor de Deus para conosco

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"Não há leitura mais útil do que a de S. Francisco de Sales;
 tudo ali é consolador e admirável." - Fénelon.

 
LIVRO PRIMEIRO
PENSAMENTOS CONSOLADORES A RESPEITO DE DEUS,
DA PROVIDÊNCIA E DOS SANTOS

 
II

Do eterno amor de Deus para conosco


1. Considerai o amor eterno que Deus vos tem, por muito antes que Jesus Cristo sofresse na Cruz por vós, como homem, a sua divina Majestade vos destinava à vida e vos amava extremamente. Mas quando começou Ele a amar-vos? Quando começou a ser Deus. E quando começou a ser Deus? Nunca; existiu sempre, e sem princípio nem fim, e desta forma amou-vos sempre e desde toda a eternidade vos preparou os favores e graças que os tem concedido. Ele diz pela boca do profeta:

“Amei-te com uma caridade perpétua e atraí-te misericordiosamente a mim”. Entre outras coisas, pois, Deus tratou de vos fazer tomar boas resoluções de o amar e servir. (1)

Oh! como é amável este bom Deus, que pela sua infinita bondade, destinou a seu Filho para redentor do mundo, de todos em geral, mas em particular por mim que sou o primeiro dos pecadores. Ah! Amou-me, digo eu: amou-me a mim próprio e deu-se à morte por mim.

Agonia de Jesus no Horto/ A Ressurreição de Jesus Cristo

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4 Agonia de Jesus no Horto 

A agonia de Jesus no Horto é um dos mais comoventes passos da história evangélica. Jesus, na previsão do que ia sofrer, e diante da indiferença dos homens ante os sofrimentos com tanto amor padecidos, é assediado em seu coração de homem de tal pavor, de tal desgosto, de tal tristeza, que cai com a face por terra em oração a seu Pai, e começa a suar sangue.
Jesus estava só, inteiramente só, naquele lugar. Perto dali é verdade que estavam três apóstolos, mas… também eles, com o céu da alma toldado por negras nuvens de iminente tempestade. De modo que, abatidos, como que vítimas de algum entorpecente psicológico, nada, absolutamente nada podiam fazer que confortasse Jesus e lhe aliviasse o pesar.
Mas Jesus orou, e um Anjo de Deus desceu do céu e lhe trouxe o conforto que os seus discípulos não podiam dar. Onde quer que se manifeste o Anjo, é sempre essa amável criatura que conforta, que ajuda, que nos põe à disposição os maravilhosos recursos de sua excelsa natureza. 

5 A Ressurreição de Jesus Cristo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Fuga para o Egito/Jesus no deserto é alimentado pelos Anjos

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2 Fuga para o Egito 

Foi também um Anjo de Deus o incumbido de livrar o bom Jesus, recém-nascido, do furor do rei Herodes. Assim conta S. Mateus: “Tendo partido os Reis Magos, eis que o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, e foge para o Egito. E lá permanece até que te venha de novo avisar. Pois o rei Herodes vai procurar a criança para matá-la.
De fato assim aconteceu. Herodes, iludido pelos Magos, que por outro caminho que não o de Jerusalém, havia voltado para as suas terras, enfurecido, ordenou a matança de todas as crianças de Belém, que tivessem menos de dois anos. Infalivelmente, se lá houvesse ficado, também o Menino Jesus teria sido morto. Mas a essa hora já Ele estava longe de Belém, em lugar seguro — e tudo por ministério de um Anjo. É mais um favor que lhes devemos.
Mas, passado o perigo, com a morte de Herodes, de novo apareceu o Anjo em sonhos a S. José, e lhe disse: “Levanta-te toma a criança e sua Mãe, e parte para terra de Israel, pois já morreram os que a buscavam para matar.”
E a Sagrada Família, pode então, com segurança, voltar para a sua terra natal. 

3 — Jesus no deserto é alimentado pelos Anjos 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ESPECIAL: PENSAMENTOS CONSOLADORES DE SÃO FRANCISCO DE SALES Pelo Pe. P. Huguet S. M.

Nota do blogue: Um novo colaborador se dispôs a nos oferecer a transcrição do livro Pensamentos Consoladores de São Francisco de Sales. Deus lhe pague a caridade.



"Não há leitura mais útil do que a de S. Francisco de Sales;


LIVRO PRIMEIRO
PENSAMENTOS CONSOLADORES A RESPEITO DE DEUS,
DA PROVIDÊNCIA E DOS SANTOS


I



Da Inclinação que Deus tem para fazer-nos bem


1. Logo que o homem medite um pouco atentamente na Divindade, sente um doce transporte do coração, que lhe certifica que Deus é o Deus do coração humano; e nunca o nosso entendimento encontra tanto gosto como neste pensamento na divindade cujo menor conhecimento vale mais, segundo o Príncipe dos Filósofos, do que tudo o que existe, da mesma forma que o menor raio do Sol é mais claro do que o maior da lua e das estrelas, e por isso mais luminoso do que o conjunto da lua e das estrelas. E se algum acidente atribula o nosso coração, imediatamente recorre à divindade confessando que quando tudo para ele é mau, ela só é boa, e quando está em perigo ela só, como seu soberano bem, o pode salvar e proteger.(1)

Este prazer e confiança que o coração humano tem em Deus, não pode de certo provir senão da harmonia existente entre esta divina bondade e a nossa alma; harmonia grande, mas secreta, que todos conhecem, mas poucos entendem, e que ninguém pode penetrar. Somos criados à imagem de Deus; portanto, a sua Divina majestade não é estranha ao homem.

Capítulo II OS ANJOS NO NOVO TESTAMENTO I. — OS ANJOS E JESUS CRISTO

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Capítulo II 

OS ANJOS NO NOVO TESTAMENTO 

I. OS ANJOS E JESUS CRISTO


Não necessitava Jesus Cristo, como é evidente, de Anjos da Guarda que O guiassem, protegessem, iluminassem. Ele é o Senhor dos Anjos, deu-lhe a sabedoria que eles mesmos possuem — não podia, portanto, necessitar do auxílio de servos seus, como se diante dele fossem seres superiores. “Não lhe cabia, como fala S. Tomás de Aquino, um Anjo da Guarda, como superior, mas antes um ministro (ou servo) como inferior.
É precisamente desses serviços dos Anjos prestados a Jesus, seu Senhor e Rei, que fala o Evangelho. Seguiremos o Evangelho nos passos principais.

1 Nascimento de Jesus